Inaugurada obra de ampliação da unidade prisional de Coxim

O Des. Luiz Gonzaga Mendes Marques, supervisor da Coordenadoria das Varas de Execução Penal (Covep), nesta quinta-feira (9), esteve em Coxim para participar da solenidade de inauguração de ampliação do Estabelecimento Penal Masculino de Coxim (EPMC). Foram construídas 11 celas comuns, duas disciplinares e um solário, além de uma área destinada a cursos. No total, foram 540 m² de obra.As obras possibilitaram o aumento de 144 vagas para o regime fechado e foram executadas por meio de trabalho conjunto entre o governo do Estado, por intermédio da Agepen; o Tribunal de Justiça, por meio da Vara Criminal de Coxim, e pelo Conselho de Segurança do município. Os trabalhos foram realizados com mão de obra prisional e investimento de R$ 620 mil.A juíza Tatiana Dias de Oliveira Said, da Vara Criminal da comarca, destacou a importância e os benefícios da utilização da mão de obra prisional. “Há pouco mais de um ano estávamos inaugurando o novo prédio do IML e hoje inauguramos essa obra de ampliação do EPMC, executada com o trabalho dos reeducandos e gerando mais de 70% de economia para o Estado”, disse ela.Para a juíza, é preciso acreditar na ressocialização do preso. “Não podemos perder a fé e a esperança que as pessoas possam se redimir. Uma das melhores maneiras de ajudar é dar a elas uma oportunidade de trabalho. Espero que a entrega de mais essa obra possibilite uma nova visão da sociedade coxinense para o sistema prisional”, concluiu Tatiana.Em sua fala, o Des. Luiz Gonzaga lembrou que os bons resultados são frutos da união de esforços, como um meio de amenizar as dificuldades que se enfrenta no dia a dia em todos os setores da administração pública.“Nós, que exercemos funções públicas, não podemos nos acomodar. Precisamos contribuir - é uma questão de humanidade e responsabilidade com a sociedade em que vivemos . A conclusão dessa obra possibilitará mais dignidade a quem está no sistema prisional, porque todos que cometem erros merecem uma oportunidade de se recuperar. O ser humano precisa dessa oportunidade e aqui está se dando o mínimo de dignidade para quem busca essa recuperação”, afirmou o magistrado. O desembargador garantiu acreditar que a união de esforços pode resultar em melhorias, como se via na inauguração, e citou outros projetos em andamentos, como uso de mão de obra carcerária na reforma das escolas na Capital, por meio de convênio com o sistema prisional e a Agepen, ressaltando a importância da participação dos reeducandos.“Aqui as obras foram executadas com presos do regime fechados, um ponto importantíssimo porque em Campo Grande os convênios abrangem mão de obra de egressos do regime semiaberto, contudo, a possibilidade de se trabalhar com o regime fechado tem muita relevância. Agradeço a todos que colaboraram, pois podemos ver a sociedade coxinhense envolvida na realização desses eventos importantes. Nossos agradecimentos aos internos que fizeram os serviços. No dia em que vocês saírem daqui, estarão habilitados para uma atividade profissional. Obrigado a todos”.
10/05/2019 (00:00)

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